Glamorama
Glamorama, termina assim a leitura de todos os livros publicados de Bret Easton Ellis, (são 6), é o primeiro autor que leio todas as obras, ahah!
Bem, não me lembro de não ter gostado de nenhum livro dele… gostei mais de uns do que outros… mas todos serviram muito bem os seus propósitos.
Bret começou com um estilo critico à juventude dos anos 80 nos EUA, nos três primeiros livros, os primeiros que li. Marcaram-me muito, principalmente o Menos que Zero, o primeiro livro do escritor.
Depois li Psicopata Americano (que deu origem ao filme com o mesmo nome), e conheci um novo Bret, já aqui foi referido num post bem mais alargado, juntamente com Lunar Park o penúltimo que li.
Neste último Bret supera todos os livros anteriores, Glamorama é quase que uma recompilação de tudo o que escreveu anteriormente, incluindo ele vai buscar algumas personagens dos livros anteriores.
Este foi um livro que me deixou “incomodado”, mais do que American Psycho… e isso é bom é sinal que o livro tem vida e que está a chafurdar fortemente no nosso ser…
O personagem principal Victor Ward é um modelo de 27 anos, obcecado com a fama, e com o corpo, tem algumas amantes, e prepara-se para inaugurar um club. A critica à alta sociedade norte american que vive das festas e das fotografias polémicas.
O livro começa de uma forma calma, muito idêntico aos primeiro livros, mas de repente somo arremessados pela história… de uma forma violenta mesmo. Wow ? será que era um conto e já começou outro? Não… estamos na mesma realidade, começamos a entrar em campos surreais, onde tudo é estranho, onde cada detalhe importa….
Imagine-se o que é quando descobrimos que existe sempre um “Director” (realizador) connosco… que faz sugestões… Será um filme? São várias as cenas que impressionam… quer pelo surrealismo mas sobretudo pela violência sexual e física com que Bret descreve a acção. Algures pensamos se estamos a ler um livro de terror... ou de ficção cientifica… ou pornográfico….
É sempre arriscado comparar os livros de Bret, gostei muito de American Psycho e de Less Than Zero, este está ao nível.
Muito bom, resta esperar que Bret volte a escrever
Boas Leituras
Miguel Garcia
Labels: Literatura, Opiniões, Reflexões
Chicago 1900



