Sunday, March 13, 2011

O Mistério da Estrada de Sintra


Gosto muito de ler Eça de Queirós (nunca li Ramalho Ortigão), além de gostar dos seus romances e contos, acho que é uma verdadeiro exercício de aprendizagem de escrita. A vontade especial de ler este livro surge da minha relação amor ódio com Sintra, que cada vez mais a procuro (Sintra) mais em literatura do que ter contacto com ela.
Inicialmente a minha ideia era que o livro era uma descrição de Sintra cheia de aventuras e detalhes, mas não. Sintra é o espaço mas não a personagem.
O livro começa de uma forma que não esperava, talvez os dois primeiros capítulos, uma história de suspense que seria digna de Conan Doyle, mas após essa primeira abordagem (não se se isto tem a ver com o livro ter dois autores) o livro começa a tomar contornos de Eça. E eu gosto muito disso - o fatalismo romântico. As desilusões normalmente surgem pelo "espectador" colocar expectativas muito altas, ou pelo menos muito diferentes. Não quero com isto dizer que fiquei desiludido com o livro, gostei bastante, mas senti-me enganado duas vezes. Recomendo fortemente a sua leitura desde que não esperem o mesmo que eu esperei do livro.
Boas leituras

2 comments:

csa said...

Já li e adorei, porque sou uma fã incondicional de Eça de Queirós, que comecei a ler aos 8 ou 9 anos de idade.
Como adoecia com frequência e gostava muito de ler, quando terminava os livros para crianças - que rareavam na altura - a minha mãe punha-me a ler dos dela. E assim me vieram parar às mãos os Contos e começou o feitiço! :)

Miguel Garcia said...

Também adorei os Contos do Eça. Eu não desgostei do livro... mas ia com outra ideia só isso.